quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Tutorial para Criação de Fanzine

Dobradura do FanZine


 1. Defina o Conceito e Tema

Antes de começar, pense no tema central do seu fanzine. Pode ser algo artístico, político, literário, cultural, ou até um mix de assuntos. Alguns exemplos de temas podem ser:

  • Artes Visuais: Ilustrações, colagens, experimentações gráficas.
  • Literatura: Poemas, contos, reflexões pessoais.
  • Cultura e Meio Ambiente: Reflexões sobre preservação ambiental, cultura material e imaterial.

Defina também o público-alvo para orientar seu estilo e conteúdo.


2. Planeje a Estrutura e Layout

O fanzine pode ser feito de forma simples, e a estrutura básica geralmente é composta de folhas dobradas que formam os "cadernos" ou páginas. O tamanho mais comum é o A5 (metade de uma folha A4).

  • Quantas páginas? Decida o número de páginas e como será a distribuição de conteúdo. Por exemplo:

    • Capa: Título e imagem principal.
    • Sumário: Se for necessário.
    • Corpo: Texto, ilustrações, colagens, fotos.
    • Contracapa: Informações adicionais ou créditos.
  • Número de páginas: Lembre-se que fanzines geralmente têm múltiplos de 4 (pois cada folha dobrada cria 4 páginas).


3. Criação do Conteúdo

Com base no tema e na estrutura, comece a criar o conteúdo do seu fanzine. Algumas sugestões para conteúdo visual e textual:

  • Ilustrações e Desenhos: Use suas próprias ilustrações ou crie colagens com recortes de revistas, jornais e imagens impressas.
  • Texto: Escreva artigos curtos, poemas, reflexões ou entrevistas. Se preferir, também pode incluir citações ou resenhas.
  • Fotografia: Se quiser incluir fotos, escolha imagens que complementem o tema do fanzine.

Ferramentas para Criar

Você pode criar o layout de várias formas:

  • Manual: Se você gosta de uma abordagem mais analógica, pode desenhar à mão e colar recortes, usando ferramentas como régua, tesoura, e canetas.
  • Digital: Utilize programas como:
    • Adobe InDesign ou Illustrator (para quem tem mais experiência com design gráfico).
    • Canva (para quem deseja algo mais simples e rápido).
    • GIMP ou Photoshop (para criação de colagens ou edição de fotos).

4. Montagem e Impressão

Com o conteúdo pronto, é hora de montar as páginas no formato desejado.

  • Criando a Paginação:

    • Se está criando o fanzine digitalmente, no InDesign ou Canva, organize as páginas no formato A4 para depois imprimir e dobrar. Se você estiver criando manualmente, apenas dobre as páginas de forma adequada.
  • Impressão:

    • Em casa: Se você tem uma impressora, pode imprimir as páginas você mesmo e dobrar as folhas.
    • Gráfica: Se for necessário um acabamento mais profissional, você pode levar para uma gráfica. Lembre-se de ajustar o formato e o tipo de papel que deseja usar (papel reciclado ou colorido pode dar um toque único!).

5. Encadernação

Após a impressão, você pode encadernar o fanzine de várias formas:

  • Papel grampeado (saddle stitch): A forma mais comum e simples, onde as páginas são dobradas ao meio e grampeadas no centro.
  • Costura manual: Para um toque mais artesanal, pode costurar as páginas com uma agulha e linha.
  • Capa: A capa pode ser mais grossa ou colorida para destacar. Ela pode ser feita com papel diferente ou até um material alternativo, como cartolina.

6. Distribuição e Divulgação

Depois de pronto, é hora de compartilhar seu fanzine!

  • Venda ou Troca: Você pode vender seu fanzine em eventos, feiras ou online (no Etsy ou Instagram). Muitos fanzines também são feitos para troca, como forma de construir uma rede.
  • Envio: Se tiver uma lista de contatos ou seguidores, pode enviar cópias para quem se interessar.

Dicas Extras

  • Seja criativo com o design: Experimente diferentes fontes, recortes e colagens para dar um estilo único ao seu fanzine.
  • Faça várias edições: Se seu primeiro fanzine for bem recebido, continue criando novas edições com temas diferentes ou até crie uma série.
  • Interaja com a comunidade: Participe de trocas de fanzines com outros artistas ou grupos que compartilhem interesse pelos temas que você trabalha.



Restaurando ou criando sua moldura

Os quadrinhos do vídeo, fiz com base de papelão, imagens, missangas e cola quente.

Lista Detalhada de Ferramentas e Materiais 

Base do Quadro

Moldura velha: Pode ser encontrada em brechós, bazares ou até reutilizada de um quadro antigo.

Fundo: MDF, papelão resistente ou madeira fina (o material deve encaixar na moldura escolhida).Materiais Decorativos

Bijuterias velhas: Correntes, pingentes, broches, peças com pedrarias ou metais.

Apliques:Bordados, rendas ou pedaços de tecidos com textura.

Elementos naturais:Conchas pequenas, pedras lisas, sementes ou pedaços de madeira.

Recortes de imagens: Padrões vintage (flores, relógios antigos, borboletas). Imprima em papel de alta gramatura para melhor qualidade. 

Papel ou tecido para fundo: Papel estampado (exemplo: floral, arabescos) ou tecido como linho e algodão.

 Ferramentas

Cola quente: Para colar itens leves. 

Durepox: Para fixar elementos mais pesados, como pedras ou peças metálicas.

Relevo dimensional: Para criar arabescos ou detalhes em 3D.Tesoura e estilete: Para cortes precisos. Tinta acrílica ou spray: Cores metálicas (dourado, prata, cobre) e neutras (branco, bege).Pincéis: Para retoques delicados.

Esponjas de pintura: Para criar efeitos de textura ou envelhecimento.

Lixa fina: Para ajustar superfícies ou preparar a moldura para pintura.

Verniz spray: Para proteger o acabamento. 

Sugestões de Inspiração Visual 

Tema Floral Vintage: Paleta: tons pastel (rosa, bege, verde-claro) com detalhes dourados.

Elementos: rendas, imagens de flores antigas e bijuterias com pedrarias.

Fundo: tecido floral delicado ou papel com estampas românticas.

Estilo Náutico: Paleta: azul-marinho, branco, bege e dourado.

Elementos: conchas, cordas, pedras e pequenos pedaços de madeira.

Fundo: tecido liso em azul ou papel com padrão de ondas.

Luxo Metálico: Paleta: dourado, prata, preto e tons neutros.

Elementos: bijuterias com brilho, broches metálicos e arabescos.

Fundo: papel ou tecido com texturas simples, como linho branco.

Passos Finais para Personalização

Escolha o Tema e Paleta: Isso ajudará a guiar a escolha dos materiais e combinações.

Faça um rascunho ou teste de montagem: Organize os elementos no fundo antes de colar para garantir o equilíbrio do design. 

Combine Materiais Diferentes: Misture texturas (bijuterias brilhantes com conchas opacas, por exemplo) para criar contraste.

Layout Base: 

Quadro Decorativo Temático Dimensões sugeridas:

Quadro médio (20x30 cm) ou grande (30x40 cm). 

Divisão e Organização do Design Fundo Principal: Use papel ou tecido como base. Escolha algo estampado, como arabescos ou flores suaves, ou um tom neutro, como bege ou branco texturizado. O fundo cobre toda a superfície do quadro.

Elemento Central: Adicione uma imagem ou peça principal que chame atenção, como: Uma flor grande recortada de papel vintage. Um broche antigo ou bijuteria em destaque. Uma pedra decorativa ou aplique de bordado.

Bordas Decoradas: Crie arabescos ou detalhes usando relevo dimensional ao redor da moldura. Você também pode aplicar correntes, pérolas ou pequenos recortes alinhados às bordas. 

Camadas Auxiliares: Posicione bijuterias, conchas ou outros elementos menores em grupos assimétricos, como nos cantos ou espalhados ao longo do quadro. Por exemplo, crie "clusters" de pedrarias e conchas nos cantos inferiores.

Passo a Passo de Montagem 

Prepare o Fundo: Cole o papel ou tecido escolhido no MDF ou papelão com cola em spray ou cola comum. Alise bem para evitar bolhas.

Adicione o Elemento Central: Posicione no meio do quadro (ou levemente acima do centro, para um design equilibrado). Fixe com cola quente ou durepox, dependendo do peso. 

Decore as Bordas: Use o relevo dimensional para criar linhas, flores ou padrões ao longo das bordas. Deixe secar completamente antes de pintar. 

Aplique os Detalhes: Cole os elementos decorativos nos lugares planejados: Pedras e conchas nas bordas. Bijuterias em pequenos grupos, como cantos ou ao lado do elemento central. 

Finalização: Pinte os arabescos (opcional: use tinta metálica).Pulverize verniz spray para proteger e dar brilho ao acabamento.


Guia de Transformação de Materiais em Decoração Sustentável

 

Potinhos Terrários feitos com flores de plástico, musgo seco, conchas. O mesmo pode ser feito em garrafas de vidro. Uma dica interessante é usa-las como candelabros, acendendo velas sobre eles. (No caso de garrafas, utilize com velas comente as que tem tampa de alumínio por questões de segurança)

1. Seleção dos Materiais básicos para vc criar suas próprias peças recicladas

Comece reunindo os itens que você deseja reaproveitar:
Bijuterias velhas: Separe brincos, correntes, pedras, broches e partes metálicas. 
Bordados e apliques: Peças de roupas com bordados interessantes ou estampas únicas.
Elementos naturais: Conchas, pedras, sementes ou pedaços de madeira.
Peças de brechó: Roupas, acessórios ou itens decorativos com texturas e detalhes vintage.
Imagens impressas: Pesquise por padrões ou imagens específicas (flores, mandalas, arabescos) e imprima em papel de alta gramatura.


2. Ferramentas Necessárias

Cola quente: Ideal para objetos leves.
Durepox: Para peças mais pesadas ou que precisam de maior fixação.
Relevo dimensional: Cria detalhes em 3D, como arabescos ou bordas.
Tesoura e estilete: Para recortes precisos.
Tinta acrílica ou spray: Para dar acabamento ou renovar cores.
Pincéis finos: Para retoques e detalhes.

3. Planejamento do Design

Escolha a base: Pode ser uma moldura antiga, uma caixa de madeira, ou um quadro de MDF.
Monte a composição: Disponha os materiais antes de colar para testar combinações.
Defina a paleta de cores: Cores neutras para um visual elegante ou cores vibrantes para um efeito chamativo.

4. Técnicas de Montagem

Base de fundo: Use imagens impressas ou pedaços de tecido como fundo.
Cole diretamente ou utilize cola em spray para um acabamento uniforme.
Detalhes em relevo: Crie padrões usando relevo dimensional.
Após secar, pinte com tinta metálica para um efeito sofisticado.
Aplicação de elementos: Fixe elementos leves (bijuterias, conchas) com cola quente.
Para objetos pesados, misture e aplique durepox, pressionando bem até aderir.
Finalização: Use tinta spray para unificar ou destacar elementos.
Finalize com verniz para proteger e dar brilho.

5. Inspirações de Projetos

Quadros decorativos: Use molduras e crie composições com conchas, pedrinhas e imagens.
Caixas organizadoras: Personalize caixas de madeira com recortes e apliques.
Porta-joias: Transforme latas ou caixinhas com peças de bijuterias antigas e bordados.
Decoração temática: Crie painéis com elementos naturais (tema praia ou rústico).


6. Dicas Sustentáveis

Use materiais recicláveis e evite desperdícios.
Prefira tintas e colas ecológicas quando possível.
Aproveite peças de brechó que iriam para descarte, renovando-as.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

O que é mandala, para que serve e como criar a sua



A história das mandalas

As mandalas têm uma origem rica e multifacetada, remontando a milhares de anos e abrangendo diferentes culturas e tradições espirituais ao redor do mundo. A palavra "mandala" vem do sânscrito, língua sagrada da Índia, e significa "círculo" ou "centro", mas seu simbolismo vai muito além de uma forma geométrica: representa a totalidade, a harmonia e a conexão entre o universo e o indivíduo.

Origem e desenvolvimento

  1. Índia Antiga (cerca de 1500 a.C.)

    • As primeiras mandalas conhecidas surgiram na tradição hindu, dentro dos Vedas, antigos textos religiosos.
    • Elas eram usadas como ferramentas espirituais para meditação e práticas religiosas, representando o cosmos e o divino.
    • Na arte hindu, mandalas eram associadas aos chakras (centros de energia do corpo) e serviam como mapas para o autoconhecimento e o equilíbrio espiritual.
  2. Budismo (a partir do século VI)

    • As mandalas foram incorporadas pelo budismo tibetano como uma prática essencial de meditação e ritual.
    • No Tibete, elas eram desenhadas com areia colorida, em cerimônias que simbolizavam a impermanência da vida.
    • Os monges budistas criaram mandalas para representar o universo espiritual e para auxiliar no processo de iluminação.
    • Uma mandala comum no budismo tibetano é o "Mandala de Kalachakra", que simboliza o tempo e o espaço.
  3. Cultura ocidental e contemporânea

    • Mandalas chegaram ao Ocidente principalmente no século XX, através do psicólogo suíço Carl Jung, que as usou como ferramenta terapêutica. Ele acreditava que as mandalas eram representações simbólicas do inconsciente coletivo e ajudavam as pessoas a alcançar o equilíbrio psíquico.
    • Hoje, as mandalas são amplamente usadas em práticas de relaxamento, arte-terapia e meditação.

Simbolismo universal

Apesar de sua origem no Oriente, a ideia de formas circulares que representam o universo e a harmonia é encontrada em diversas culturas:

  • Círculos de pedra como Stonehenge (Reino Unido), que simbolizam o cosmos.
  • Rodas de medicina indígenas na América do Norte, usadas para representar o equilíbrio da vida.
  • Rosáceas nas catedrais góticas, como a de Notre-Dame, que trazem o simbolismo espiritual do círculo.

Uso contemporâneo

Atualmente, mandalas são usadas não apenas em contextos religiosos, mas também como práticas de autoconhecimento, relaxamento e expressão artística. Elas continuam a simbolizar a busca por equilíbrio e a conexão entre o indivíduo e o universo. Seja na meditação, na arte ou na decoração, as mandalas permanecem como símbolos atemporais de harmonia e espiritualidade.

Como criar a sua mandala:

Criar uma mandala pode ser uma atividade artística, meditativa e relaxante. O processo é simples e flexível, permitindo que você explore sua criatividade e conexão pessoal com o símbolo. Aqui está um guia passo a passo para criar sua própria mandala:


1. Reúna os materiais necessários

  • Papel ou tela: Pode ser um papel comum, uma cartolina ou um caderno de desenho.
  • Ferramentas de desenho: Lápis, borracha, régua e compasso para criar formas precisas.
  • Materiais de pintura ou coloração: Lápis de cor, canetas coloridas, tinta acrílica ou marcadores.
  • Opcional: Régua de círculos ou estêncil para facilitar os desenhos.

2. Encontre um espaço tranquilo

  • Escolha um local confortável e livre de distrações. Se quiser, coloque uma música relaxante ou pratique respiração profunda antes de começar para entrar no clima criativo e meditativo.

3. Desenhe a base da mandala

  1. Determine o centro:

    • Use um lápis para marcar o centro do papel. Esse será o ponto de origem de todos os elementos da mandala.
  2. Desenhe os círculos concêntricos:

    • Com um compasso, crie círculos ao redor do centro. Eles serão as divisões principais da mandala.
  3. Adicione linhas-guia (opcional):

    • Divida os círculos com linhas retas cruzando o centro, formando "fatias de pizza". Essas linhas ajudam a manter simetria nos padrões.

4. Crie padrões e símbolos

  • Comece no círculo central e vá expandindo para fora.
  • Adicione formas como pétalas, triângulos, folhas, ondas ou qualquer padrão que preferir.
  • Use as linhas-guia para manter a simetria, mas não tenha medo de improvisar e criar algo único.

5. Escolha as cores

  • As cores de uma mandala podem ter significados simbólicos ou simplesmente refletir suas preferências.
    • Cores quentes: Energia e paixão.
    • Cores frias: Calma e introspecção.
    • Cores vibrantes: Alegria e vitalidade.
  • Comece do centro para fora, trabalhando em camadas, e mantenha um equilíbrio visual entre as tonalidades.

6. Finalize com detalhes

  • Acrescente pequenos detalhes, como pontos, linhas curvas ou texturas, para enriquecer a mandala.
  • Use canetas finas ou marcadores para reforçar os contornos e destacar áreas específicas.

7. Desfrute do processo

  • Lembre-se de que a criação de uma mandala é tão importante quanto o resultado final. Deixe fluir, sem se preocupar com perfeição.

Dicas adicionais

  • Inspiração: Pesquise imagens de mandalas para se inspirar, mas adapte os elementos ao seu estilo.
  • Digital: Você também pode criar mandalas em aplicativos de design gráfico, como Canva ou Illustrator.
  • Meditativo: Antes de começar, defina uma intenção ou tema (como gratidão, paz ou equilíbrio) e deixe isso guiar seu processo criativo.

Criar uma mandala é uma experiência única e pessoal, que ajuda a estimular sua criatividade enquanto proporciona relaxamento e introspecção. 😊


As mandalas e a geometria sagrada, assinatura divina.

  
Foto: Trabalho feito com as crianças do ensino infantil na Escola Municipal de Cidade Ocidental, 2017.


Por quê no passado produziamos menos lixo? Você sabe para onde vai o seu lixo? A importância de revisarmos o nosso consumo!

 
Foto: D.S.Alves/2022 
(A quantidade de garrafas quebradas pelas ruas põe em risco a segurança da vida.)

No passado, a produção de lixo era significativamente menor por uma combinação de fatores culturais, econômicos e tecnológicos. Aqui estão algumas das principais razões:

1. Consumo mais sustentável e durável

  • Menos produtos descartáveis: Antes da popularização de embalagens descartáveis e plásticos, muitos itens eram projetados para durar mais. Garrafas, por exemplo, eram de vidro retornável, e sacolas de pano eram usadas no lugar de plásticas.
  • Reutilização comum: Objetos eram consertados em vez de descartados. Sapatos, roupas e eletrodomésticos passavam por reparos frequentes.

2. Produção local e menor industrialização

  • Antes da globalização e da produção em massa, os produtos eram frequentemente feitos localmente, com menos embalagens e menor desperdício durante o transporte.
  • O consumo era mais limitado a necessidades básicas, e havia menor acesso a bens supérfluos.

3. Menor variedade de materiais não biodegradáveis

  • A popularização do plástico só ocorreu no século XX, e no passado a maioria dos materiais usados no cotidiano era biodegradável, como madeira, metais, vidro e tecidos naturais.
  • Os resíduos gerados eram, em sua maioria, orgânicos, como restos de comida, que podiam ser compostados ou descartados no solo sem grandes impactos ambientais.

4. Estilo de vida mais simples

  • Populações tinham um padrão de consumo mais baixo, focado no essencial, devido a condições econômicas e culturais.
  • A relação com os bens materiais era mais cuidadosa, pois os produtos tinham maior valor relativo e eram adquiridos com esforço.

5. Menor urbanização

  • Em áreas rurais, práticas como compostagem, reciclagem informal e reaproveitamento de materiais eram comuns.
  • O lixo produzido era geralmente reaproveitado localmente, reduzindo a quantidade descartada.

6. Cultura de desperdício inexistente

  • Havia uma mentalidade mais voltada para a economia e o aproveitamento máximo dos recursos. Comida, por exemplo, era reaproveitada ou transformada em novos pratos, evitando desperdícios.

Impacto da transição

Com o avanço da tecnologia, a globalização e o aumento da urbanização, o consumo cresceu, os materiais descartáveis dominaram os mercados, e o descarte se tornou parte do dia a dia. Apesar das conveniências modernas, isso trouxe desafios ambientais, que hoje exigem mais esforços em reciclagem e práticas sustentáveis.

Quanto lixo produzimos por dia na atualidade:

A quantidade de lixo produzida por dia varia significativamente dependendo do país, da região e dos hábitos de consumo da população. Em escala global, estimativas recentes da ONU e do Banco Mundial indicam que:

  • O mundo gera aproximadamente 2 bilhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano, o que equivale a cerca de 5,5 milhões de toneladas por dia.
  • Essa quantidade deve crescer devido ao aumento populacional e ao consumo, podendo chegar a 3,4 bilhões de toneladas anuais até 2050.

Produção média por pessoa:

  • Global: Cada pessoa no mundo gera, em média, 0,74 kg de lixo por dia.
  • Países desenvolvidos: A produção média pode chegar a 1,5 a 2 kg por dia, devido a padrões de consumo mais elevados e embalagens descartáveis.
  • Países em desenvolvimento: A média é menor, entre 0,4 e 0,9 kg por dia, mas cresce rapidamente com a urbanização.

Brasil:

No Brasil, os dados apontam:

  • 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano (cerca de 216 mil toneladas por dia).
  • A média nacional é de aproximadamente 1 kg por pessoa por dia, com variações dependendo do nível de urbanização da região.

Esse volume massivo de lixo demanda sistemas eficientes de gestão, além de maior conscientização sobre reciclagem e redução de resíduos.

CONSCIENTIZE-SE: Diariamente, toneladas de resíduos são descartadas em todo o mundo. Mas você já parou para pensar para onde vai o lixo que você produz? Em muitas cidades, ele é coletado e encaminhado para aterros sanitários, lixões ou até mesmo incineradores. Infelizmente, parte significativa ainda acaba em rios, mares e florestas, causando danos irreparáveis ao meio ambiente.

Os aterros sanitários, por exemplo, são locais preparados para armazenar o lixo de maneira controlada. No entanto, mesmo com medidas de proteção, eles têm um tempo de vida útil e podem gerar gases de efeito estufa, como o metano, contribuindo para o aquecimento global. Já os lixões, ainda comuns em algumas regiões, representam um problema maior, pois expõem os resíduos ao ar livre, contaminam o solo e os lençóis freáticos e atraem vetores de doenças.

Por outro lado, quando reciclamos e adotamos práticas conscientes, reduzimos drasticamente esses impactos. A reciclagem transforma materiais descartados em novos produtos, economizando recursos naturais, energia e diminuindo a quantidade de lixo que vai para aterros ou lixões. Por exemplo, reciclar uma tonelada de papel pode salvar até 31 árvores e reduzir o consumo de água e energia durante a produção.

Além da reciclagem, a conscientização ambiental envolve adotar hábitos mais sustentáveis, como praticar o consumo consciente, separar corretamente os resíduos recicláveis e orgânicos, reutilizar objetos e optar por produtos com menor impacto ambiental.

Quando agimos de forma responsável, ajudamos a preservar o planeta para as futuras gerações. O lixo que descartamos não desaparece — ele tem um destino e um impacto, seja no meio ambiente, na economia ou na saúde pública. Cada escolha, por menor que pareça, faz a diferença.

Portanto, separe o lixo, recicle, reduza o consumo desnecessário e pense no ciclo de vida dos produtos. A mudança começa com atitudes simples, mas que, somadas, têm um grande potencial transformador. A responsabilidade é de todos nós! 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Meu Canal do You Tube, O Farol das Almas

 


O Farol das Almas é o meu compromisso com a espiritualidade 
na divulgação de audio-livros para o despertar da nova era, auxiliando a transição planetária rumo a um novo mundo. 
Dou graças a todo conhecimento que nso torna mestre de si mesmos. 
Sejam bem vindos à 6D.

Meu Portifolio











Olá,

Meu nome é D.S. Alves e sou ilustradora e designer gráfica com mais de 20 anos de experiência na criação de projetos visuais que buscam transmitir emoção e significado. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de trabalhar em uma ampla gama de projetos, desde ilustrações publicadas em livros, até o desenvolvimento de identidade visual e materiais impressos.

Minha abordagem é focada em criatividade, atenção aos detalhes e adaptabilidade. Cada projeto é tratado com o máximo de dedicação e paixão, seja uma capa de livro, uma ilustração para revista ou uma identidade visual para marcas e eventos.

Aqui estão alguns pontos chave da minha experiência:

  • Ilustrações publicadas: Trabalhei em livros universitários, criando imagens que capturam a essência de cada história e temática.
  • Design gráfico: Desde 2003, venho criando materiais impressos como cartazes, flyers, catálogos e identidades visuais, com um olhar atento às tendências e às necessidades do cliente.
  • Serviços personalizados: Ofereço soluções criativas sob medida para cada projeto, com a garantia de qualidade e cumprimento de prazos.

Estou à disposição para discutir como posso colaborar com você em seu próximo projeto, seja com ilustrações personalizadas ou design gráfico.

Atenciosamente,
Diana S. Alves
@arte_pagan
links de contato

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Porta Incenso feito com fundo de garrafas de conhaque


A Arte de Criar com Reaproveitamento

Amei fazer essas peças e quero compartilhar como foi o processo criativo.

Utilizei fundos de garrafas de conhaque para dar vida às mandalas. As partes superiores das garrafas foram aproveitadas para criar lustres, e os fundos ganharam uma nova utilidade com esta arte.

  1. Desenhando as mandalas

    • Com relevo dimensional Acrilex, desenhei as mandalas sobre o fundo da garrafa.
    • Para facilitar, tracei primeiro os desenhos com um marcador de ponta fina.
  2. Colorindo os detalhes

    • Após a secagem do relevo, usei um pincel fino nº 02 e tinta PVA Acrilex para colorir as mandalas.
  3. Base em formato de pirâmide

    • Fiz uma base em formato de cone (estilo pirâmide) utilizando Durepoxi, que pode ser encontrado em lojas de materiais de construção.
    • Antes de endurecer completamente, fiz um furo no centro com o palitinho do incenso. Usei movimentos circulares suaves para garantir que o furo tivesse o tamanho ideal — nem muito grande, nem muito apertado.
  4. Acabamento

    • Depois que tudo estava seco e pintado, apliquei um verniz translúcido amarelo para dar brilho e proteção. Você pode escolher outro verniz, desde que seja translúcido, para preservar a beleza das cores.

Esse trabalho une criatividade, reaproveitamento e dedicação. Espero que inspire você a criar também! 🌟


 Depois de Prontas, ficaram encantadoras!


quarta-feira, 22 de maio de 2024

A Arte e a Consciência Ambiental


        Obras de Frans Krajcberg:

As últimas transformações dos séculos XX e XXI assinalam o protagonismo do sistema capitalista mundial nas agressões ao meio ambiente. Transformações essas que não debilitaram a essência do modo de produção humana, porém, nota-se que os efeitos são observados na organização da sociedade contemporânea, nos métodos de produção, na política financeira dos governos, nas relações de trabalho, e principalmente nas relações da sociedade com a sustentabilidade, haja vista que a arte é fundamentada na liberdade humana.

O pintor e escultor de origem polonesa Frans Krajcberg lutou de forma permanente, demonstrando ter a consciência que o homem deve manter entre si uma relação bastante intensa com esse mundo. Assim, o artista busca estar permanentemente sujeito a novas leituras, e que o processo de integração de uma poética se dá lentamente, dependendo de códigos preestabelecidos. Suas obras artísticas reúnem desenhos, pinturas, esculturas, que apresenta um artista, livre e independente dos critérios de prestígio que, na ordem do simbólico, que regem o meio artístico e cultural.

A história de vida e o processo de criação artística de Frans Krajcberg possuía uma ligação estreita com a área da educação por ter sido um artista que atuou em prol da preservação da natureza. O jornalista Antonio Gonçalves Filho dedicou uma matéria em torno de seu falecimento em 15 de novembro de 2017, no Rio de Janeiro, aos 96 anos [1].

O artista usava em suas obras ‘troncos e raízes’ de árvores calcinadas, lutando desde 1948 contra a destruição de florestas ao chegar no Brasil. As primeiras esculturas em madeira de Frans Krajcberg foram feitas em 1964, pois visitava frequentemente Pantanal e a Amazônia para registrar o desmatamento e recolher troncos e raízes para suas esculturas, associando o resgate desses restos de natureza à proposta dos ‘novos realistas’, dando um novo sentido aos materiais descartados pela sociedade.

 Imagem 01: Obra Grito da Natureza:


[1] FILHO, Antonio Gonçalves. O silêncio de Frans Krajcberg. Diário do Nordeste. Agência Estado, publicado em 17 de Novembro de 2017, in site

[1] CHIAPETTA, Marina Santos. Frans Krajcberg: conheça as obras e o ativismo ambiental do artista.  Site  eCycle. Sem data de publicação, in site.

Contextualizando a obra com o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, pode-se afirmar que os homens utilizavam sons para pedir socorro no perigo ou ao aliviar-se de dores violentas, e de forma semelhante à obra o grito, de Frans Krajcberg, produziu essa linguagem primitiva, na medida em que denunciou a violência do homem contra a natureza e expunha a dor das florestas devastadas.

 Imagem 02: Obra Socorro da Amazônia:

Fonte: Adaptado segundo a autora Marina Santos Chiapetta [1].

Nesta obra o artista retrata os troncos e raízes calcinadas que derrubaram densas áreas verdes pelos incêndios para transformá-las em pasto, os quais Frans Krajcberg recolhia o que o fogo deixou, transformando os materiais para que se gritassem socorro em nome da Amazônia. O artista procurou exprimir, com esse material quebrado, o assassinado, do que ontem foi uma bela árvore, e hoje é um pau queimado.



[1] CHIAPETTA, in site.


     Obras de Jaime Prades:

O artista Jaime Prades nasceu na Espanha, mas vive e trabalha em São Paulo desde 1975, e é detentor de uma trajetória única dentro do panorama da arte contemporânea brasileira com obras bastante impactantes. Com sua experimentação como atitude criativa, sempre procurou diversificar seus meios de expressão além da pintura. Desde a década de 80 seus projetos ultrapassavam as fronteiras da modernidade e suas inquietações apontavam novos horizontes, sendo sua obra fruto de uma necessidade vital, acima de questões teóricas e das tendências do mercado.

Seu trabalho construiu uma obra que dialoga com as questões sociais, ambientais, espirituais e plásticas, por meio da pesquisa dos processos específicos da materialização da linguagem e a renovação dos suportes tradicionais. A arte de rua no Brasil surgiu nos anos 70, se mantendo na marginalidade, contudo, as legislações municipais combatem a arte do grafite, considerando a chamada ‘street-art’ de natureza transgressora e de essência desafiadora à ordem estabelecida. Mas Jaime sempre transitava entre o ateliê e a rua.

O jornalista José Roberto Aguilar teceu alguns comentários críticos sobre seu trabalho:

Jaime Prades não se considera grafiteiro nem artista de rua; sua ação como artista é muito mais abrangente. Contudo, a força de seus grandes murais, pintados sobre concreto em espaços de grande visibilidade urbana, revelou Jaime Prades para o grande público. ‘As Máquinas’, imenso mural que ocupou durante anos uma das paredes do túnel da Avenida Paulista, causaram tamanho impacto que prevaleceram sobre outros trabalhos; consequentemente, Jaime Prades ficou reconhecido como artista de rua, vinculado ao mundo do grafite [1].

Imagem 03: Obra Série Máquinas - A gráfica urbana:



[1] AGUILAR, José Roberto. Jaime Prades.  Trapézio Galeria: Radiantes de 1996 em São Paulo. Sem data de publicação, in site.

Fonte: Adaptado segundo o blog do artista Jaime Prades [1].

 

A série ‘Máquinas’ foi grafitada diretamente nos muros dos túneis de São Paulo, em 1987, mostrando o interesse urbano na industrialização com efeitos poluentes ao ambiente.

Imagem 04: Obra À deriva 01:

Fonte: Adaptado segundo o blog do artista Jaime Prades [1].

Nesta obra o artista retratou o consumo excessivo dos plásticos, que são dispensados na natureza, os quais demoram muitos anos para sua decomposição, e que acabam sendo engolidos por animais marinhos, por serem confundidos com seus alimentos naturais, tentando realizar, nessa obra a conscientização do reuso dos bens naturais, bem como o descarte correto desses materiais.



[1] PRADES, Jaime. Séries desde 1987. Máquinas. Blog de Jaime Prades. Gravitations Atomiques. Sem data de publicação, in site.


      Obras de Eduardo Srur:

O artista plástico Eduardo Srur é um ativista brasileiro, nascido em São Paulo, onde vive e trabalha, sendo detentor de alguns trabalhos de pintura já registrados, mas foi na área da intervenção urbana que seu nome se fortaleceu no mercado, por meio de iniciativas questionadoras. Estudou na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), nos anos 90, onde teve aulas com o artista Nelson Leirner e o fotógrafo Eduardo Brandão.

No início dos anos 2000 começa a pesquisa e o uso do espaço público para desenvolver instalações com novos materiais e diferentes linguagens visuais, abrindo caminho para a produção experimental das intervenções urbanas.

Imagem 05: Obra Caiaques do rio Pinheiros:


Fonte: Adaptado segundo o site do artista Eduardo Srur [1].



[1] SRUR, Eduardo. Site oficial de Eduardo Srur. Sem data de publicação, in site.

Fortaleceu sua vertente empreendedora em São Paulo e realizando diversas intervenções urbanas de grande escala na paisagem da cidade, apropriando-se de pontes e viadutos, rios poluídos e represas, parques públicos e terrenos baldios, como a obra acima, onde instala dezenas de caiaques tripulados por manequins de plástico nas poluídas águas do rio Pinheiros em 2006.

Imagem 06: Obra Caçambas


Fonte: Adaptado segundo o site do artista Eduardo Srur [1].

A obra ‘Caçambas’ é uma intervenção urbana do artista, a qual provoca uma reflexão sobre o excesso de lixo produzido na cidade, resultado do modelo irresponsável de produção e consumo de alimentos, onde o Brasil perde 60% dos alimentos desde sua origem até a mesa do consumidor.



[1] SRUR, in site.


       Obras de Kathy Klein:

Kathy Klein é nascida em 1965, Los Angeles, CA, e seu conceito de trabalho é de criar as mandalas em lugares onde outras pessoas irão encontrá-las depois, como um presente. A artista posiciona meticulosamente pétalas, flores, frutas e pinhas, criando essas coloridas mandalas, enquanto senta, relaxa e entoa um mantra.  

No site da Redação Hypeness, a artista revela que trabalha dentro de um processo espiritual para criar as mandalas, utilizando um espaço de meditação devocional, orientando-se por meio de músicas e sua paz interior. “frequentemente interrompo as obras para interagir com um espírito transcendente” [1], diz a artista ao site.

Utiliza as cores vibrantes e a colocação meticulosa de cada folha e de cada pétala, e depois de criadas e fotografa as obras e as deixa exatamente no mesmo lugar, para que alguém possa ter a sorte de apreciá-las.


           Imagem 07: Obra Mandala:




[1] HYPENESS, Branded Channel. Artista usa apenas flores e plantas para criar mandalas incríveis. Sem data de publicação, in site.

Fonte: Adaptado segundo o site da Redação Hypeness [1].

Mandala é uma palavra sânscrita que significa círculo ou ‘aquilo que circunda um centro’. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o Cosmos, promove a harmonia e a unidade entre o todo e as partes. É uma forma de arte original e essencialmente espiritual [2].


       Obras de James Brunt:

De acordo com o site AtoEscrito.com, o artista James Brunt se formou na Escola de Arte Byam Shaw, em Londres, e depois passou a trabalhar em galerias e no Arts Development. Atualmente, mora em Yorkshire e dirige a Responsible Fishing, UK, junto com o fotógrafo Timm Cleasby [3].

Sua organização artística opta por materiais naturais e reciclados na criação de obras temporárias, procurando envolver adultos e crianças no processo de criação, com projetos educacionais que exploram o lúdico e a importância do jogo, conscientizam sobre questões ambientais, promovem a interação entre os participantes e motivam as crianças a criar e alcançar em larga escala [4].

Seu trabalho se dá com a utilização de pedras, folhas e galhos encontrados em parques, praias e florestas, elaborando obras de arte de efêmera duração em espaços externos e fotografa suas criações para conhecimento e apreciação das pessoas. O artista afirma estar consciente do ambiente ao seu redor e lida com critérios na utilização dos recursos naturais: não tira pedras do seu habitat; nas florestas, as obras são feitas em caminhos já existentes; não faz trabalho em água corrente; e não há sobrepeso com as cargas de instalações [5].



[1] HYPENESS; s/d, in site.

[3] ATO, AtoEscrito.com. A obra de James Brunt: recursos da natureza e criatividade. Publicado em 04/05/2018, in site.

[4] ATO; 2018, in site.

Imagem 08: Obra Mandala Círculos Concêntricos:

Fonte: Adaptado segundo o site da AtoEscrito.com [1].

James Brunt cria elaboradas obras de arte usando matéria prima natural que ele encontra em florestas, parques e praias perto de sua casa em. Esta forma de arte terrestre envolve padrões detalhados, texturas e formas criadas usando múltiplos de um tipo de material qualquer diferente entre si. O artista James recolhe galhos, rochas e folhas e organiza-os em espirais de mandala e círculos concêntricos, então fotografa seu trabalho acabado para documentá-lo antes que a natureza mais uma vez se aposse de seu cabedal [2].


[1] ATO; 2018, in site.


      Obras de Vick Muniz:

Vicente José de Oliveira Muniz, apelidado de Vik Muniz, é um artista contemporâneo, nascido em São Paulo no ano de 1961. Este artista ficou conhecido por usar materiais inusitados em seus trabalhos, realizando experiências que questionam as formas tradicionais de construção imagética, colocando a fotografia como matriz, suporte intermediário e resultado final da obra, e, ainda, manifestando novas estéticas com vínculos culturais e sociais, dando o entendimento do artista sobre a função social da arte.

O artista plástico brasileiro é fotógrafo, desenhista, pintor e gravador, graduado em publicidade e propaganda. Passou a viver e trabalhar em Nova York no ano de 1983 e em 1988 passa a realizar uma série de trabalhos nas quais investiga temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação.

Sua criatividade em uso de diversas técnicas foi inusitada, materiais estes que vão desde o açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira, empregando-os em suas obras artísticas.

Imagem 09: Série After Wahrol: Monalisa em creme de amendoim e geleia:

Fonte: Adaptado segundo o site Foto Grafia da autora Suelen Figueiredo [1].

 

Segundo o autor Lago (2009, p.15):

Ao longo de duas décadas Vik Muniz criou quase 1200 obras, organizadas sobre tudo em 57 séries, a maior parte delas fotografadas a partir de matrizes realizadas com os mais diversos materiais. O artista faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, materiais inusitados como, açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel de cabelo, lixo e poeira [2].

Envolvendo-se cada vez mais com a arte de um modo bastante incomum, o artista passou a chamar a atenção pelo fato de usar açúcar, chocolate, doce de leite, catchup, e até o próprio lixo, com temas relativos à memória, percepção e reprodução de imagens. Sua primeira mostra se deu em 1989, onde expôs algumas esculturas denominadas Relíquias (Objets Trouvés), e a Máquina de Café Pré-colombiana.

Assim, seu reconhecimento pela a originalidade de suas obras lhe garantiu críticas e o estabeleceu como um dos criadores mais incensados da arte contemporânea, presente no acervo dos principais museus do mundo, haja vista sua criativa forma de ressignificar materiais, usando o que seria descartado como uma possibilidade artística.



[1] FIGUEIREDO, Suelen. Vik Muniz. 2011, in site

[2] LAGO, P. C. do. Vik Muniz: obra completa, 1987-2009. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.


Imagem 10: Série Crianças de Açúcar: Valentina (1996):

Fonte: Adaptado segundo o site Esporos [1].


Imagem 11: Da série Lixo:

[1] ESPOROS. Esporádico apenas. Vik Muniz. 2009, in site.  

E não poderia faltar o meu esperimento com a minha tecnica favorita, a Land Art. Essa e a primeira de muitas:


'Por onde passes
deixe teu melhor'


Gratidão e tudo que a arte me ensinou, e a tudo que Deus me proporciona!



*Foto, Arte e Pesquisa:
D.S.Alves/2019
Autora do Blog, Artista Visual, Gráfica, Amante da Natureza.