As principais lendas do folclore goiano:
•
A lenda do arranca
línguas;
•
O reino do Frota;
•
Pe de garrafa;
•
Romãozinho;
•
O casarão de 365
janelas;
O casarão de 364 janelas
'O comendador Joaquim Alves de Oliveira, comandante da cidade
e quase que de Goiás, nos princípios do século XIX, mandou construir um
monumental casarão com 365 janelas, uma para cada dia do ano.
Esta casa, conhecida também como o Palacete do Comendador,
ficava bem no centro da cidade e ocupava o que ocupa hoje a casa do Museu da
Família Pompeu, na rua nova até mais acima do Campo das Cavalhadas. Uma
fantástica distância de mais ou menos trezentos metros. Alguns imaginativos
artistas chagaram a desenhá-la e construir maquetes sem nunca ao menos tê-la
visto. Como é o caso da maquete que se encontra nos jardins da Quinta Santa
Bárbara. Uma tremenda construção em forma de H que de chegaria a beirar a marca
de 30.000 metros quadrados de área construída.
Eram dois pavimentos com paredes de adobe; janelas de
madeira; baldrames, vigas e esteios de aroeira sobre alicerces de pedra, no
estilo arquitetônico da época, o colonial. Contou-me, um famoso historiador,
que para se construir esta casa foi preciso desmontar o Castelo do Frota, usar
suas madeiras e muito mais. No pavimento inferior, amplos salões de recepção,
salões para reuniões, escritórios, cozinhas e áreas de serviços. No pavimento
superior, de tábuas, extenso salão para baile, cômodos para hóspedes e a
residência particular do Comendador.
Após a morte do Comendador, que morreu sem deixar herdeiros,
contam que a população em peso demoliu a casa para procurar as famosas garrafas
de ouro ou algum tesouro escondido do abastado Comendador, e ainda que suas
peças de madeira, esteios e janelas,
• Ministério da Cultura de Goiás
Danças típicas também fazem parte
da cultura imaterial de um povo, no estado de Goiás temos a: Catira,
Caruru, Recortado, Batuque, Tambor e Tapuio.
Dança Catira. Foto: Grupo Sarandeiros
Marcada por palmeados e sapateados, a dança é por tradição
exclusivamente masculina, mas nota-se atualmente a presença de mulheres. E
dançada coletivamente, não necessariamente por pares, o que dá liberdade de
execução individual aos seus participantes. Ao som de modas de viola, os
dançadores executam sapateios e batem palmas como resposta aos ritmos
elaborados pelo violeiro. E dança rural, outrora realizada em agradecimento ao
santo de devoção pela boa colheita. Duas origens são designadas para a catira:
uma que a relaciona com a dança carretera existente em Portugal no século XVI,
e outra que a considera herança de danças dos índios que existiam em tribos da
região, uma vez que cateretê é palavra indígena do tupi-guarani.
A dança
inicia-se com um rasqueado tocado pelo violeiro, momento em que os dançadores
executam os sapateios e palmeados, e prossegue com a moda de viola. A execução
dos movimentos forma figuras diversas, dentre as quais serra-acima, na qual
rodam
para a esquerda até
chegar novamente ao seu lugar, e serra-abaixo, quando dão a volta pela direita.
• CÔRTES, Gustavo
Pereira. Dança, Brasil!: festas e
danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000.
Festas
Populares
Festas populares do
estado de Goiás, também fazem parte de seu patrimonio imaterial; elas são
religiosas e outras costumes trazidos de outros países, como a 'Dança do Velho'
onde homens se vestem como franceses e danas com meninos vestido de mulheres.
As 'Cavalhadas', onde só os ricos participavam e a 'Congada' onde negros e
pobres festejavam. E tem a festa tradicional do Natal 'Folia de reis', onde um
grupo canta louvores a Jesus pelas ruas.
Essas festa costumam acontecer em Goiás (antiga capital),
Santa Cruz de Goiás , Pirenópolis. Catalâo, Piracanjuba, Palmeiras, Corumba e
Porangatu.
Há outras festividades em demais cidades do estado:
Festa de Nossa
Senhora do Pilar
A
festa em louvor de Nossa Senhora do Pilar, em Pilar de Goiás, é uma das mais
antigas do Estado. Há registros que remetem ao ano de 1690, quando acontecia a
celebração em Minas Gerais e no Nordeste. Em Goiás, a festa acontece no
primeiro sábado de setembro. A programação prevê missa cantada, procissão,
novena, desfile cívico e as cavalhadas, o ponto alto da festa.
Data: Festa - 05 a 08/ Setembro
Cavalhadas – dia 08 de Setembro – Comemora na data da Nossa Srª
do Pilar
Festa
de São Sebastião — Silvânia
Embora não haja registro oficial,
acredita-se que a Festa de São Sebastião tenha surgido no século 19, em
Silvânia. Ela tem início na segunda quinzena de julho. São dez dias, em que
acontecem novena, folia e procissão luminosa. Há ainda bingos, leilões e
barraquinhas que comercializam produtos diversos.
Data: Móvel – 2º quinzena de Julho
Festa
em Louvor ao Divino Pai Eterno – Trindade
A
Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade (a 18 quilômetros de Goiânia) é uma das
mais importantes do Estado. A romaria teria começado em 1840, no arraial de
Barro Preto, que deu lugar ao município, onde moradores encontraram uma medalha
de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando Nossa
Senhora. O fato levou várias pessoas ao local. Com o tempo, surgiu a romaria.
O
antigo medalhão foi substituído por uma imagem semelhante, esculpida em madeira
pelo artista plástico Veiga Valle. Mesmo representando a Santíssima Trindade
(Pai, Filho e Espírito Santo), a festa é em louvor ao Divino Pai Eterno. Com o
tempo, a romaria foi crescendo e passou a arrastar multidões. A romaria
acontece entre a última semana de junho e o primeiro domingo de julho. Ainda
hoje se mantém a tradição com a presença do carro-de-boi, principal meio de
transporte das pessoas nos primeiros tempos da festa.
Data: Móvel – sempre no final de Junho e começo de Julho.
Procissão
do Fogaréu – Cidade de Goiás
Uma das cerimônias mais tradicionais do Estado, a Procissão do Fogaréu acontece
há 260 anos, na Cidade de Goiás, por ocasião da Semana Santa. Ritual que
mistura religiosidade e folclore, a Procissão do Fogaréu teria chegado ao
Arraial de Sant’Anna (que deu origem à Cidade de Goiás) durante a exploração do
ouro pelos portugueses. A primeira Semana Santa no local teria sido organizada
pelo padre João Perestelo de Vasconcelos Espíndola, em 1745.
À meia-noite da chamada Quarta-Feira das Trevas, 40 farricocos,
encapuzados, entoam canções oitocentistas. Eles seguem um percurso que passa
pela Igreja da Boa Morte, Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Igreja do Senhor
dos Passos. No momento da saída da procissão, todas as luzes da cidade se
apagam. No ritual há o som cadenciado de caixas. No percurso, estão previstas
algumas paradas.
Procissão do Fogaréu está repleta de simbolismos. O principal
deles é representar a perseguição a Jesus Cristo. Os archotes servem para
procurar o Filho de Deus, em meio às trevas da ignorância humana. Um dos
farricocos toca o clarim no meio da noite. É a senha para anunciar a prisão de
Jesus Cristo, representado por um estandarte, pintado pelo artista plástico
Veiga Valle, no Século XIX.
Em seguida, o bispo local faz o sermão alusivo à morte de
Cristo.
Data:
Móvel – sempre dentro da Semana Santa
Procissão
do Fogareu-Goias-GO https://www.youtube.com/watch?v=rEqxUnfowE0
Romaria
de Muquém - Niquelândia
De 5 a 15 de Agosto, o alvo
do turismo goiano é Niquelândia (a 360 quilômetros de Goiânia), em cujo povoado
(Muquém) acontece a festa em louvor de Nossa Senhora da Abadia. Anualmente há
um fluxo turistas de (cerca de 100 mil ) para o local das festividades que
reúne missas, batizados, casamentos e procissão. Em meio à programação
religiosa, há barracas com comidas típicas e o comércio de artesanato e outros
artigos. Muitos romeiros vão pagar promessas por graças recebidas. O povoado de
Muquém teria surgido por volta de 1750. Uma das versões sobre a romaria no
local está na obra O Ermitão de Muquém, do romancista Bernardo Guimarães.
Data: 05 a 15 de Agosto – (dia da Nossa Srª da Abadia)
Festival
Internacional de Cinema (Fica) - Cidade de Goiás
Goiás já
incorporou ao seu calendário de festas o Festival Internacional de Cinema e
Vídeo Ambiental (Fica), que acontece em Junho, na Cidade de Goiás, antiga
capital. Realizado pelo governo do Estado, via Agência Goiana de Cultura
(Agepel), o festival tem como objetivo fomentar a criação de filmes (em
película e vídeo) voltados para a preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo,
o evento movimenta os diversos setores da cultura goiana.
Data: em junho, mês internacional do meio ambiente.
Mostra
Nacional de Teatro de Porangatu
Como mecanismo
de valorização das artes cênicas, o Governo do Estado, por meio da Agepel,
criou a Mostra Nacional de Teatro que acontece em Porangatu (data móvel, mas
quase sempre em novembro). São apresentados espetáculos teatrais regionais e
peças com grupos de expressão nacional. Paralelamente acontece uma programação
musical variada.
Data: Móvel – Novembro
Canto
da Primavera — Mostra de Música de Pirenópolis
A festa foi
inserida no calendário goiano de festas em novembro de 2000, quando se realizou
a primeira edição do evento, como um dos mais novos projeto da Agência de
Cultura (Agepel). Trata-se de uma amostragem da música brasileira nos seus
diferentes gêneros. Do erudito ao sertanejo, do rock ao popular, com destaque
para as criações regionais. A primeira edição da mostra levou a Pirenópolis um
público estimado em 25 mil pessoas, oriundas principalmente de Brasília e
cidades vizinhas.
Data:
Móvel – Setembro/Outubro
Exposição
Nacional de Orquídeas — Piracanjuba
Uma festa de cores e muita beleza. Assim é a Exposição Nacional de
Orquídeas, que acontece anualmente em maio (no terceiro final de semana), em Piracanjuba.
O evento se realiza há cerca de 20 anos e reúne colecionadores e vendedores de
orquídeas de todo o Brasil e de outros países. A mostra conta com cerca de 50
expositores e exibe a média de 25 mil flores originárias de diversas regiões do
mundo.
Data: Móvel – de acordo com do Calendário Nacional – Cood. Associação dos Orquidofolus Do Brasil.(3º domingo de Maio)

