quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Lendas e Festas Tipicas de Goiás...

 As principais lendas do folclore goiano:

 

                   A lenda do arranca línguas;

                   O reino do Frota;

                   Pe de garrafa;

                   Romãozinho;

                   O casarão de 365 janelas;

 

O casarão de 364 janelas

 

'O comendador Joaquim Alves de Oliveira, comandante da cidade e quase que de Goiás, nos princípios do século XIX, mandou construir um monumental casarão com 365 janelas, uma para cada dia do ano.

Esta casa, conhecida também como o Palacete do Comendador, ficava bem no centro da cidade e ocupava o que ocupa hoje a casa do Museu da Família Pompeu, na rua nova até mais acima do Campo das Cavalhadas. Uma fantástica distância de mais ou menos trezentos metros. Alguns imaginativos artistas chagaram a desenhá-la e construir maquetes sem nunca ao menos tê-la visto. Como é o caso da maquete que se encontra nos jardins da Quinta Santa Bárbara. Uma tremenda construção em forma de H que de chegaria a beirar a marca de 30.000 metros quadrados de área construída.

Eram dois pavimentos com paredes de adobe; janelas de madeira; baldrames, vigas e esteios de aroeira sobre alicerces de pedra, no estilo arquitetônico da época, o colonial. Contou-me, um famoso historiador, que para se construir esta casa foi preciso desmontar o Castelo do Frota, usar suas madeiras e muito mais. No pavimento inferior, amplos salões de recepção, salões para reuniões, escritórios, cozinhas e áreas de serviços. No pavimento superior, de tábuas, extenso salão para baile, cômodos para hóspedes e a residência particular do Comendador.

Após a morte do Comendador, que morreu sem deixar herdeiros, contam que a população em peso demoliu a casa para procurar as famosas garrafas de ouro ou algum tesouro escondido do abastado Comendador, e ainda que suas peças de madeira, esteios e janelas,

  foram utilizadas para a construção de várias casas nas adjacências da Rua do Rosário e Rua Aurora.'

     Ministério da Cultura de Goiás

 

Danças típicas também fazem parte da cultura imaterial de um povo, no estado de Goiás temos a: Catira, Caruru, Recortado, Batuque, Tambor e Tapuio.


Dança Catira. Foto: Grupo Sarandeiros

                 Marcada por palmeados e sapateados, a dança é por tradição exclusivamente masculina, mas nota-se atualmente a presença de mulheres. E dançada coletivamente, não necessariamente por pares, o que dá liberdade de execução individual aos seus participantes. Ao som de modas de viola, os dançadores executam sapateios e batem palmas como resposta aos ritmos elaborados pelo violeiro. E dança rural, outrora realizada em agradecimento ao santo de devoção pela boa colheita. Duas origens são designadas para a catira: uma que a relaciona com a dança carretera existente em Portugal no século XVI, e outra que a considera herança de danças dos índios que existiam em tribos da região, uma vez que cateretê é palavra indígena do tupi-guarani.     

              A dança inicia-se com um rasqueado tocado pelo violeiro, momento em que os dançadores executam os sapateios e palmeados, e prossegue com a moda de viola. A execução dos movimentos forma figuras diversas, dentre as quais serra-acima, na qual rodam

 

 para a esquerda até chegar novamente ao seu lugar, e serra-abaixo, quando dão a volta pela direita.

 

                  CÔRTES, Gustavo Pereira. Dança, Brasil!: festas e danças populares. Belo Horizonte: Leitura, 2000.

 

Festas Populares

 

                     Festas populares do estado de Goiás, também fazem parte de seu patrimonio imaterial; elas são religiosas e outras costumes trazidos de outros países, como a 'Dança do Velho' onde homens se vestem como franceses e danas com meninos vestido de mulheres. As 'Cavalhadas', onde só os ricos participavam e a 'Congada' onde negros e pobres festejavam. E tem a festa tradicional do Natal 'Folia de reis', onde um grupo canta louvores a Jesus pelas ruas.

Essas festa costumam acontecer em Goiás (antiga capital), Santa Cruz de Goiás , Pirenópolis. Catalâo, Piracanjuba, Palmeiras, Corumba e Porangatu.

Há outras festividades em demais cidades do estado:

 

Festa de Nossa Senhora do Pilar

                 A festa em louvor de Nossa Senhora do Pilar, em Pilar de Goiás, é uma das mais antigas do Estado. Há registros que remetem ao ano de 1690, quando acontecia a celebração em Minas Gerais e no Nordeste. Em Goiás, a festa acontece no primeiro sábado de setembro. A programação prevê missa cantada, procissão, novena, desfile cívico e as cavalhadas, o ponto alto da festa.

Data: Festa - 05 a 08/ Setembro

Cavalhadas – dia 08 de Setembro – Comemora na data da Nossa Srª do Pilar

Festa de São Sebastião — Silvânia

                        Embora não haja registro oficial, acredita-se que a Festa de São Sebastião tenha surgido no século 19, em Silvânia. Ela tem início na segunda quinzena de julho. São dez dias, em que acontecem novena, folia e procissão luminosa. Há ainda bingos, leilões e barraquinhas que comercializam produtos diversos.

Data: Móvel – 2º quinzena de Julho

Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno – Trindade

                      A Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade (a 18 quilômetros de Goiânia) é uma das mais importantes do Estado. A romaria teria começado em 1840, no arraial de Barro Preto, que deu lugar ao município, onde moradores encontraram uma medalha de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. O fato levou várias pessoas ao local. Com o tempo, surgiu a romaria.

                    O antigo medalhão foi substituído por uma imagem semelhante, esculpida em madeira pelo artista plástico Veiga Valle. Mesmo representando a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), a festa é em louvor ao Divino Pai Eterno. Com o tempo, a romaria foi crescendo e passou a arrastar multidões. A romaria acontece entre a última semana de junho e o primeiro domingo de julho. Ainda hoje se mantém a tradição com a presença do carro-de-boi, principal meio de transporte das pessoas nos primeiros tempos da festa.

Data: Móvel – sempre no final de Junho e começo de Julho.

Procissão do Fogaréu – Cidade de Goiás

                        Uma das cerimônias mais tradicionais do Estado, a Procissão do Fogaréu acontece há 260 anos, na Cidade de Goiás, por ocasião da Semana Santa. Ritual que mistura religiosidade e folclore, a Procissão do Fogaréu teria chegado ao Arraial de Sant’Anna (que deu origem à Cidade de Goiás) durante a exploração do ouro pelos portugueses. A primeira Semana Santa no local teria sido organizada pelo padre João Perestelo de Vasconcelos Espíndola, em 1745.

                       À meia-noite da chamada Quarta-Feira das Trevas, 40 farricocos, encapuzados, entoam canções oitocentistas. Eles seguem um percurso que passa pela Igreja da Boa Morte, Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Igreja do Senhor dos Passos. No momento da saída da procissão, todas as luzes da cidade se apagam. No ritual há o som cadenciado de caixas. No percurso, estão previstas algumas paradas.


Procissão do Fogaréu está repleta de simbolismos. O principal deles é representar a perseguição a Jesus Cristo. Os archotes servem para procurar o Filho de Deus, em meio às trevas da ignorância humana. Um dos farricocos toca o clarim no meio da noite. É a senha para anunciar a prisão de Jesus Cristo, representado por um estandarte, pintado pelo artista plástico Veiga Valle, no Século XIX.

Em seguida, o bispo local faz o sermão alusivo à morte de Cristo.

Data: Móvel – sempre dentro da Semana Santa

Procissão do Fogareu-Goias-GO https://www.youtube.com/watch?v=rEqxUnfowE0

 

Romaria de Muquém - Niquelândia  

                                De 5 a 15 de Agosto, o alvo do turismo goiano é Niquelândia (a 360 quilômetros de Goiânia), em cujo povoado (Muquém) acontece a festa em louvor de Nossa Senhora da Abadia. Anualmente há um fluxo turistas de (cerca de 100 mil ) para o local das festividades que reúne missas, batizados, casamentos e procissão. Em meio à programação religiosa, há barracas com comidas típicas e o comércio de artesanato e outros artigos. Muitos romeiros vão pagar promessas por graças recebidas. O povoado de Muquém teria surgido por volta de 1750. Uma das versões sobre a romaria no local está na obra O Ermitão de Muquém, do romancista Bernardo Guimarães.

Data: 05 a 15 de Agosto – (dia da Nossa Srª da Abadia)

Festival Internacional de Cinema (Fica) - Cidade de Goiás 

                                 Goiás já incorporou ao seu calendário de festas o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que acontece em Junho, na Cidade de Goiás, antiga capital. Realizado pelo governo do Estado, via Agência Goiana de Cultura (Agepel), o festival tem como objetivo fomentar a criação de filmes (em película e vídeo) voltados para a preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo, o evento movimenta os diversos setores da cultura goiana.

Data: em junho, mês internacional do meio ambiente.

Mostra Nacional de Teatro de Porangatu 

                                Como mecanismo de valorização das artes cênicas, o Governo do Estado, por meio da Agepel, criou a Mostra Nacional de Teatro que acontece em Porangatu (data móvel, mas quase sempre em novembro). São apresentados espetáculos teatrais regionais e peças com grupos de expressão nacional. Paralelamente acontece uma programação musical variada.

Data: Móvel – Novembro

Canto da Primavera — Mostra de Música de Pirenópolis  

                              A festa foi inserida no calendário goiano de festas em novembro de 2000, quando se realizou a primeira edição do evento, como um dos mais novos projeto da Agência de Cultura (Agepel). Trata-se de uma amostragem da música brasileira nos seus diferentes gêneros. Do erudito ao sertanejo, do rock ao popular, com destaque para as criações regionais. A primeira edição da mostra levou a Pirenópolis um público estimado em 25 mil pessoas, oriundas principalmente de Brasília e cidades vizinhas. 

Data: Móvel – Setembro/Outubro

Exposição Nacional de Orquídeas — Piracanjuba

                       Uma festa de cores e muita beleza. Assim é a Exposição Nacional de Orquídeas, que acontece anualmente em maio (no terceiro final de semana), em Piracanjuba. O evento se realiza há cerca de 20 anos e reúne colecionadores e vendedores de orquídeas de todo o Brasil e de outros países. A mostra conta com cerca de 50 expositores e exibe a média de 25 mil flores originárias de diversas regiões do mundo.

Data: Móvel – de acordo com do Calendário Nacional – Cood. Associação dos Orquidofolus Do Brasil.(3º domingo de Maio)

Superintendência de Cultura de Goiás/secult.go.gov.br/post/ver/140230/festas