CULTURA
MATERIAL E IMATERIAL
DO MUNICIPIO DE CIDADE OCIDENTAL-GO
Localizada no leste goiano, seu relevo e composto por rios,
córregos, cachoeiras, cerrado e matas de galeria, já quase totalmente
devastados por construções e mal uso dos homens. Nos meses de dezembro e maio
ainda surgem pequenos poções, hoje com um menor fluxo de água.
Cachoeira do Tororo
Foto: Edinho Rocha -
Eco Cerrado
A cidade possui suas lendas, assim como as
"bolas-de-fogo", bolas de prata (para os ufólogos), a "árvore
mística" que situa-se em Colina Verde" (no Zé Leão) e a mais famosa,
a lenda da noiva do lago, que fazem parte da cultura imaterial do município.
CULTURA IMATERIAL
§ As bolas de fogo são bolas de luz que
surgem do cerrado cortando o céu, não muito alto, em tons prata esverdeados, já
vistas por muito morados. E associada a um fenômeno ufológico na cidade.
§ A noiva do lago e uma moça que foi
abandonada no dia de seu casamento e aparece no lago a meia noite para
assombrar quem passa. Mulheres da umbanda e candomblé fazem suas oferendas no
lago a noite vestidas de branco, pode ser daí que surgiu a lenda da noiva.
§ A árvore mística, fica em um local que antes
das construtoras retirarem toda a terra ao redor, era um morro, onde jovens new
age faziam saraus na lua cheia nos anos 80 e 90, e local onde também,
religiosos da umbanda e candomblé usam de altar, fazem oferendas e rituais.
FESTAS DO MUNICÍPIO
·
Festa de Santo
Antonio
·
Corrida do marmelo
·
Cavalgada dos
veteranos/Folia de Nossa Senhora de Abadia
Festa de Santo Antonio, Padroeiro da Cidade
Comemorada durante 9 dias, com barraquinhas de comidas
típicas, bingo e musica ao vivo. a festa acaba no dia 13 de junho, dia de Santo
Antônio.
Corrida do Marmelo
Festa cultura do marmelo do
povoado mesquita, com exposição de vários tipos de alimentos feitos do marmelo,
principal produção dos remanescentes de Quilombo da região, hoje vindo pessoas
de outras cidades para apreciar o doce do marmelo e os shows ao vivo. a
primeira corrida aconteceu em 2006, e a hoje já participam 550 corredores.
Data:
01 de maio
Produzindo Marmelo Foto 1.Produzindo doce de marmelo. correio
brasiliense/Gustavo Moreno/CB/D.A Press. Corrida do Marmelo. Patrimonio
material e imaterial do Município.
Links you tube: Corrida de rua / Festa do marmelo
Ø https://www.youtube.com/watch?v=me1sp9BSHEc
Ø http://www.corredorderua.com.br/corrida-do-marmelo-um-doce-de-corrida/
Folia de Nossa Senhora da Abadia/Cavalgada dos Veteranos
Divulgada somente como Cavalgada, a Folia de Nossa Senhora da Abadia e uma Festa tradicional do povoado Mesquita. É um caminho de penitência, companheirismo, louvor e adoração a Senhora de Abadia, Santa de origem africana, embora os costumes da folia tenham vindo de Portugal. Festejada a mais de 100 anos no povoado, ela e passada de pai para filho, que comanda a folia todos os anos no mês de agosto, durante 9 ou 13 dias, finalizando no dia de Nossa Senhora da Abadia, 15 de agosto.
A festa inicia com o cortejo, saindo da casa do mestre da
família designada a manter a tradição, e seguindo em um caminho sem volta, em
preces cantadas até a o próximo pouso, a nossa moradia que os acolhe, oferece
almoço, jantar e café da manhã, sempre em meio a agradecimentos e louvores
cantados, preces ao som de violas e muita fe, que abençoam os presentes, a
comida e quem os acolhe, e assim percorrem os 9 ou 13 dias. São muitas as
orações predominantes, além das tradicionais, orações a Nossa Senhora da Abadia
e claro que não faltam.
A cerimônia é muito bem-organizada e ensaiada, tudo muito
bonito, simples e todos muito unidos, e com certeza nesses dias se fazem novos
amigos e se fortalecem laços antigos, deixando a saudade quando o festejo
acaba.
Ao fim da peregrinação e louvores, acontece uma grande festa,
com músicas tradicionais e dança catira, onde todos se divertem. Enfim, o
agradecimento a Nossa Senhora da Abadia, aos anfitriões, e com os esta
·
DS.Alves/Folia
de Abadia/Bites Anfitrião
Cavalgada dos veteranos/Folia de Abadia. Foto: Diego Roriz e André
Brito
04. PATRIMÔNIO
MATERIAL
Povoado Mesquita:
Localizada na Zona Rural da Cidade
Ocidental, e uma comunidade de remanescentes de Quilombo que surgiu a partir de
uma doação de terras do Senhor Paulo Mesquita feita a três negras forras da Fazenda
Mesquita, há mais de 200 anos. Hoje é formada por 300 famílias, que cultivam
marmelo, goiaba, laranja, cana de açúcar, mandioca e contam também, com uma
pequena indústria artesanal de marmelada e goiabada, produzem biscoitos, bolos,
pão e panos de prato, que são comercializados em feiras. As festas são
comemoradas com a dança Catira, dança tradicional de Goiás.
Foto 1. Cemitério Quilombola - Foto
2. Casarão Paulo Mesquita/Fotos: José Rodolpho
Assenço -Fotostrada.com
Vídeo sobre o povoado
mesquita: https://www.youtube.com/watch?v=f1f2OXEWLV0
A comunidade do povoado, possuindo as características de
ancestralidade, religião, língua, organização e de produção particular, a
comunidade 'Mesquita' recebeu em 2006 o título de Remanescente de Quilombo pela
Fundação Palmares.
Dona Antonia Pereira Braga,
faleceu aos 117 anos em 2012,
filha de escravos e a mais velha da comunidade.
Foto: Daiane
Sousa/Fundação Palmares.
''No povoado, quando
um vizinho arruma sua casa, todo mundo vai arrumando as suas, e assim fica tudo
unido e bonito.''
''Eu vivo do que eu planto, vivi muito tempo la, tenho saúde
por que só como o que eu planto.''
D. Tânia (ex-moradora do povoado)
IBGE/OLIVEIRA, Leinad Ayer. de.identificação dos remanescentes das comunidades dos quilombos.In.SULDFIELD,Carlos Ari.(ORG).Comunidades Quilombolas.Brasilia:Fundação Cultural Palmares/MinC,Ed.Abare 2002 P.68-86 DS.Alves/Cidade Ocidental-GO
Foto: D.S. Alves
Parque
Ecológico Chico Mendes:
Bosque
foi construído pelo governo estado no ano de 2001, localizado no centro da
cidade, entre quadras. Rodeado de árvores nativas do cerrado, possui um lago
artificial com peixes exóticos, nascente e pequenos macacos (seguis) que vivem
nas arvoredo bosque também possui dois coretos, parque infantil, campo de
futebol de areia, área de piquenique e paisagismo, abre todos os dias até as
17:00hs, menos nas segundas feiras quando e feita a limpeza do local.
Santuário jardim da
imaculada dos Franciscanos
Há 40
anos, os frades Franciscanos Conventuais vieram da Polônia para abrir uma nova
missão no Brasil, nas proximidades de Brasília, ao lado da nascente Cidade
Ocidental. Esta Missão surgiu como voto de gratificação a Deus, pela
beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe, membro da Província da Imaculada
Conceição, Varsóvia.
Inaugurado
em 15 de março de 1977, mesmo ano da bênção da entrada da imagem no jardim, e
no ano seguinte, Frei Agostinho e Frei Miesceslau se mudam para o terreno.
No
ano de 1979, O jardim começa a publicar em sua própria gráfica e editora a
revista cavaleiro da imaculada, com 4.500 exemplares. Atualmente a revista de
suma importância para a província, tem tiragem de aproximadamente 10 mil
exemplares e chega a todos os estados do Brasil e mais 15 países.
Em
janeiro de 1982, o jardim se tornou sede nacional do movimento franciscano,
atualmente funciona como primeiro ano de formação Franciscana. No jardim também
se organizam retiros, encontros e eventos como:
§ Festa da Coroação de
Nossa Senhora
§ Solenidade de São
Francisco
§ Canta Jardim
§ Solenidade de São
Maximiliano
§ Solenidade da
Imaculada Conceição
§ Encontro nacional da
Milícia da Imaculada
§ Exposição de
Presépios
A maior festa e o Canta Jardim, que acontece todo
primeiro domingo de Agosto já há 17 anos, e um evento musical de adoração e
evangelização, prestigiado por milhares de pessoas vindas de diversos lugares
do Brasil.
No dia 10 de dezembro de 2000, ano do Jubileu do terceiro
milénio, o Jardim se tornou primor santuário da diocese de Luziânia.
''Todos os dias esta
cidade da Imaculada recebe de braços abertos peregrinos que aqui vem para
conhecer o local e elevar suas preces e agradecimentos a Deus por meio de sua
devoção a Imaculada.''
''Por tudo de bom que
aqui se efetuou e que continuará a se efetuar, louvado seja
Deus,eternamente.'' Dom Frei Agostinho
Primeira Edição da Revista Cavaleitro da Imaculada. Foto: D.S.Alves
Fonte: Diocese
de Luziânia/Jardim da Imaculada
Seu Jorge José – Pioneiro - Poeta
José Jorge de Lima, nascido na década de 30 no litoral do
Maranhão, na cidade de Magalhães de Almeida, adotado aos 2 anos pelo Sr.
Emanuel Pires e Dona Carlota, permanecendo ali até os 16 anos. Cursou o
primário na década de 40, na Escola Nazaré Ramos em 1947 e só em 1942 cursou o
ginásio, mas não pode conclui-lo.
Foi auxiliar de escritório na organização castelo branco
durante 8 anos. Foi para Judiai – SP em 1959, onde
trabalhou como montador de maquinas de costura na Vigorelli do Brasil até 1965,
indo para a Singer em 1970, fixando residência em Indaiatuba – SP, logo muda-se para
Campinas-SP tendo sua primeira experiência comunitária como presidente da Sociedade Amigos do
Parque são Quirino, em 1976, em 1977 viaja para Brasília, e vem morar em Cidade
Ocidental, assumiu a presidência da associação de moradores em 1980, deixando a
presidência em 1981, para trabalhar como motorista da Missão diplomática
Argelina Democrática e popular no DF.
Fundador da Seara Espírita da cidade em 1980, e se afasta de
seu cargo no DF em 1998. Sempre motivado a auxiliar a família na comunidade,
inicia a construção do espaço católico no bairro de ocidental Park, se
afastando em 2001 por incompatibilidade de ideias junto aos demais;
Seu Jorge aprendeu desde cedo a respeitar a dignidade alheia,
expressando seus pensamentos em versos, também se pronunciando em auxílio da
Irmandade Assistencial da família IAFA do município, um sonho realizado.
Seu Jorge Poeta escreve intuitivamente, com palavras
coloquiais, bem explicadas e cheias de luz da espiritualidade, não são apenas
versos, são lições de sabedoria e simplicidade para toda a vida.
Trabalho Literário:
§ Um pouco de mim –
publicado pela Thesaurus Editora em 2004
§
Pensando para fazer pensar
§
No silencio da mente
§
José e a Poesia
§
Biografia
Os demais ainda não publicados
''Acreditar que se
alcança e se conquista uma realidade pensada, e ter disponibilidade
transparente a cada momento, para que a imagem do sentimento não se distancie
deste propósito.'' Jorge José – 2004
Hino do Município de Cidade Ocidental
''Sob a luz e o calor desse chão,
Edifica-se nosso amanhã.
São pioneiros, são jovens e irmãos:
A criança, a família e o nosso ancião.
Descendentes de estados distantes
Contribuem para nossa educação.
Foi assim o princípio da crença
que nos trouxe nossa emancipação.
Estribilho
Nossas ruas acolhem quem chega,
Cada um com seu imaginar.
E assim nosso espaço-metrópole
Que Cidade Ocidental
Quer sua historia contar.
No extenso solo geográfico,
A natureza germina a semente.
E o marmelo somando riqueza
Que alimenta o futuro da gente.
E o grão que se multiplica,
E o verde do nosso Centro-Oeste
E o suor do homem do campo
Que nossa terra enobrece
Estribilho
Não
tememos a imagem do medo,
Nossa
gente sempre acreditou.
Na
obediência do servo fiel,
Nossa
mente se estruturou.
Nossa
flâmula tremula no ar
Para saudar cada opinião.
No plenário, Nosso legislador
Que propõe nos torna cidadãos.''
Letra: Jorge José
Musica: Jorge José e Nilton Batata
Interpretação: Nilton Batata
Foto: Josiel Barbosa Entrevista: Diana S. Alves
A importância da Cultura Material e Imaterial na Escola
É importante que os alunos e corpo docente tenha conhecimento
da cultura do estado e municipio nas escolas para se valorizarem e não se
sentirem perdidos, fortalecer as raizes e engrandecer a cultura ao envez de
perdê-la.
No povoado quilombola Mesquita de Cidade ocidental, a nova
geração não sabe quem foram seus descendentes, o mesmo acontece nas escolas no
município, onde alunos ate zombam de quem vive no povoado, simplesmente por
ignorância a respeito da cultura local.
Buscar conhecimento de suas raízes e essencial para que nos encontremos, e ensinar a cultura do município nas escolas, vai fazer a juventude crescer respeitando os vários olhares, valorizando a diversidade e os valores de cada um, e isso engrandece um povo, que se respeita e evolui. Como cidadãos.
Existem varias maneiras de fazer os alunos terem curiosidade
pela cultura do local onde vivem, e pela história de suas famílias; com aulas
de arte e história, assim como de literatura, se os professores incentivarem
leituras de escritores locais, acervo da história da cidade e estado, levarem
textos a respeito para os alunos pesquisarem, fizerem aulas interativas com
filmes que incitem os alunos a vontade conhecerem seus ancestrais melhor e
conhecerem o lugar onde vivem, trabalhos de arte envolvendo pintura e desenho
de algo relacionado a cidade como arquitetura histórica, uma colagem da árvore
genealógica ou uma peça de teatro, sugerir que os alunos entrevistem pessoas
antigas da cidade...
Todos esses exemplos são meios de
incitar a curiosidade e respeito nos jovens pela sua história, pela história do
amigo, do poeta, do trabalhador rural, da comunidade, e com isso adquirirem
conhecimento, do conhecimento a sabedoria e o respeito, além de vontade de
participar de programas sociais do município.
REFERÊNCIAS
· Festa do Marmelo https://www.youtube.com/watch?v=me1sp9BSHEc
· Corrida do marmelo http://www.corredorderua.com.br/corrida-do-marmelo-um-doce-de-corrida/
· Povoado Mesquita https://www.youtube.com/watch
·
Superintendência de Cultura de
Goiás/secult.go.gov.br/post/ver/140230/festas
· IBGE/OLIVEIRA, Leinad Ayer. de.identificação dos remanescentes das comunidades dos quilombos.In.SULDFIELD,Carlos Ari.(ORG).Comunidades Quilombolas.Brasilia:Fundação Cultural Palmares/MinC,Ed.Abare 2002 P.68-86
·
v=f1f2OXEWLV0UNESCO.www.unesco.org/new/pt/Brasília/Organização
das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura. Publicações, links,
notícias, eventos e serviços.
· UNESCO.www.unesco.org/new/pt/Brasília/Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura. Publicações, links, notícias, eventos e serviços.
· Trabalho arqueológico em 2002.MAPA.NARQ/UEG.Nucleo de arqueologia
· IPHAN.Arquivo Noronha Santos
· AGEPEL.Agencia Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira
·
COCMINAS.Arquivos/aulacultura
· UNB/A Inscrita do Folclore em Goias 1940-1980
· Cultura e Tradições negras no Mesquita: Um estudo da matrifocalidade numa comunidade remanescente de quilombo
· Vestigios-Revista Latino americana de arqueologia historica/volume 7¹Nº01-Janeiro a Junho de 2013/ISSN 1981-5875
·
Diana da Silva Alves, Pesquisadora, Autora, Artista Visual, Design Grafico.













